Em 2020, mercado de TI deverá crescer 20% com escassez de mão de obra, aponta pesquisa

Com o tema “Oportunidades e ameaças para o setor de TI em 2020”, Dagoberto Hajjar, CEO da Advance Consulting, empresa de consultoria e treinamento em negócios para as áreas de gestão, marketing e vendas, apresentou na manhã desta terça-feira (8) no auditório da Assespro-RS, no Tecnopuc, os resultados de uma pesquisa realizada com 4,5 mil empresas de TI no Brasil ao longo do ano.

Um dos indicadores mostrou que o mercado está se comportando de forma semelhante ao o que ocorreu há dez anos, por isso, Hajjar afirmou que o próximo ano será 20-20-20. “Em 2020, o setor deverá crescer 20%”. Para este ano, segundo a expectativa dos empresários entrevistados, o crescimento do mercado de TI deverá ser de 6,9% em comparação com 2018. Já em relação às perspectivas de crescimento das suas empresas, os entrevistados afirmaram que esperam percentuais na ordem de 15,8% em 2019 e de 25,4% em 2020.

A esse respeito, Hajjar alertou que as empresas iniciam os anos com expectativas de crescimento muito altas, mas que depois os índices caem. Por exemplo, citou que, em 2018, os empresários começaram o ano com previsão de 23% de crescimento e terminaram com 10,9%. Já neste ano, iniciaram com 26,2% e, conforme previsão da Advance, deverá terminar em 8%. “Isso mostra que as empresas precisam melhorar seu planejamento e este, nos dias de hoje, passou a ser uma coisa viva, sendo necessário que o empresário dedique em média 10% do seu tempo diário para esse tema”.

A pesquisa também mostrou que 60% das empresas entrevistadas estão insatisfeitas com o marketing digital. Para Hajjar, o que falta é planejamento e estratégia. O CEO também defendeu que, se nos últimos dez anos o empresário brasileiro teve que aprender sobre vendas, agora é a vez de aprender sobre marketing.

O futuro do software

O sócio ISV de vendas da Sky.One, Julio Rocha, também deu sua contribuição ao evento. Ele falou sobre o futuro do software tratando do ERP pós-moderno, definido como uma estratégia de tecnologia que automotiza e liga capacidades administrativas e operacionais com níveis apropriados de integração.

Rocha também tratou da nuvem como um novo futuro para softwares corporativos já existentes, fornecendo os passos dessa evolução, como a integração com os recursos básicos da nuvem, a possibilidade de explorar locações múltiplas e reaplicações, a construção de APIs que abrem o ERP para o mundo e a chance de se conectar com serviços avançados da nuvem.

Fonte: Vicente Medeiros

08 de outubro de 2019

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