Empresas gaúchas tem iniciativa de formação

+praTI reúne 25 empresas para oferecer cursos de formação em Java.

Duas dezenas das empresas de tecnologia mais importantes em atuação no Rio Grande do Sul decidiram fazer uma frente comum pela formação de mão de obra em informática, com o lançamento do programa +praTI.

A iniciativa será lançada oficialmente com uma live no dia 1º de setembro e visa a formação de desenvolvedores Java, com perspectiva de trabalho nas participantes.

A capacitação tem 200h de conteúdo previsto para durar entre 10 e 12 semanas, começando com uma introdução básica ao tema tecnologia, com 20h, passando para lógica de programação, com 100h, finalizados com programação Java, com mais 60h.

A lista dos mantenedores reúne pesos pesados do setor de tecnologia gaúcho, como Processor, CWI, DBServer, E-Core, Ilegra, Umov.me e Deliver IT; as operações de tecnologia de grandes empresas como Sicredi e Panvel, além de 4All e Zenvia, provavelmente as duas startups gaúcha com mais projeção no momento.

A primeira turma de 50 alunos oriundos do CIEE já está em andamento e é considerada o teste oficial do programa. 

A ideia é abrir o programa e escalar o uso da plataforma, afirma a organização do +praTI, sem abrir metas. A ideia é atingir tanto jovens entrando no mercado de trabalho como profissionais com experiência querendo uma mudança de rumos.

O conteúdo do curso é oferecido pela Fundação Bradesco e é online, combinado com mentorias para a turma. 

Os participantes podem testar seus conhecimentos por “desafios técnicos” oferecidos em uma plataforma da URI, universidade sediada em Erechim, no noroeste do Rio Grande do Sul.

“Precisamos criar esse ambiente favorável para o desenvolvimento do estado e é isso que vamos fazer, capacitando e mostrando para as pessoas as oportunidades que existem na área e as chances de crescimento profissional diante delas, que dependem apenas do seu conhecimento”, afirma César Leite, CEO da Processor.

A estimativa dos organizadores é que haja 5 mil vagas de tecnologia em aberto no Rio Grande do Sul, um problema que vem de longe, assim como as tentativas do setor de TI de se articular buscando uma solução.

“A tecnologia precisa estar na pauta, ser prevalente na nossa matriz econômica, como ocorre nos países desenvolvidos”, completa James Bajczuk, VP da CWI Software.

Em 2006, por exemplo, as empresas fizeram uma articulação por meio da Assespro-RS (que está entre as apoiadoras do +praTI) visando oferecer cursos de programação para alunos da rede pública de ensino.

A iniciativa durou alguns anos, mas enfrentou problemas constantes com a burocracia do governo na área de educação a nível de secretaria e das escolas em particular, além do recrutamento de instrutores.

Na última década, muitas empresas lançaram programas de formação de mão de obra individualmente, mas elas enfrentam seus próprios desafios para atingir a escala proposta pelo +praTI.

Quinze anos depois, a combinação de tecnologia de ensino à distância permite às empresas não precisar lidar com o governo, ao mesmo tempo em que faz sentido unir forças para atrair uma quantidade de interessados que nenhuma companhia conseguiria individualmente.

 

Fonte: Baguete

27 de agosto de 2020

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