Gartner enumera tendências para Infraestrutura e Operações

Os executivos devem desenvolver organizações flexíveis, permitindo que a equipe trabalhe em qualquer lugar

No evento virtual IT Infrastructure, Operations & Cloud Strategies, que começou ontem (7/12) e termina na quinta-feira (10/12), o Gartner destacou as seis tendências para as quais os líderes de Infraestrutura e Operações (I&O) devem se preparar para os próximos 12 a 18 meses.

Em sua apresentação, Jeffrey Hewitt, vice-presidente de Pesquisas da consultoria, disse que a pandemia de Covid-19 forçou os executivos de TI a adaptar suas operações para lidar com cenários de trabalho em casa e mudanças imprevisíveis nos requisitos de TI. “Além disso, a natureza da infraestrutura está evoluindo a ponto de equipes remotas de I&O fazerem sentido para oferecer suporte a novos cenários, casos de uso e tecnologias”, disse.

Hewitt identificou as principais tendências emergentes que estão impactando o setor e forneceu recomendações para melhor respondê-las, a fim de obter resultados ideais em um ambiente pós-pandêmico. A primeira tendência é que as operações, agora, devem ser em qualquer lugar.

O Gartner espera que 48% dos funcionários trabalhem em casa, mesmo após a pandemia, em comparação com 30% anteriores. Essa mudança forçará os executivos de TI a desenvolver organizações flexíveis e resilientes, permitindo que a equipe trabalhe em qualquer lugar, que clientes acessem serviços e gerenciem a implementação de negócios em infraestruturas distribuídas.

“Os processos tradicionais e estruturados de I&O tornaram as organizações frágeis no que diz respeito à flexibilidade de localização”, disse Hewitt. “As operações em qualquer lugar permitem que as organizações descentralizem a equipe e ativem as operações onde fizer sentido para os negócios. Isso abre caminho para escolhas de talentos mais amplas, pois as organizações não precisam necessariamente recrutar funcionários em uma geografia específica”, observou o executivo.

Tendências

Para ele, a chave para operações em qualquer lugar é desenvolver infraestrutura programável, que permita o trabalho certo, no lugar certo e na hora certa. Este é o ponto crucial da infraestrutura ideal, que é a segunda tendência. “À medida que a infraestrutura e as operações evoluem para integração e operações, várias soluções, como infraestrutura hiperconvergente ou armazenamento computacional, devem ser combinadas com o caso de uso ideal”, comentou.

A infraestrutura ideal também envolverá Data Center e infraestrutura de ponta, que podem ser difíceis de medir e levar a implantações complexas. Hewitt recomendou que as organizações adotem um ponto de vista de negócios e considerem a otimização de custos e ferramentas para construir seu case para uma determinada implantação de infraestrutura.

A continuidade operacional é outra tendência descrita pelo executivo em sua palestra. Cada vez mais, as cargas de trabalho precisarão dar suporte a clientes e funcionários dispersos geograficamente. Como resultado, os serviços de TI devem ser contínuos, independentemente de fatores externos, fornecendo implementações automatizadas e manutenção de toque mínimo. Em 2025, 60% das organizações usarão ferramentas de automação para implantar novos recursos de computação, reduzir o tempo de implementação e oferecer maior agilidade.

A modernização da infraestrutura básica é a quarta tendência. “A vantagem da modernização da infraestrutura é que ela reduz o débito técnico e abre o caminho para que a infraestrutura ágil responda à lista crescente de requisitos de negócios digitais”, disse Hewitt. “As empresas devem implementar um plano de modernização com um cronograma realista, que leve em consideração as mudanças nos requisitos de habilidade”, salientou.

A adoção de Nuvem distribuída é outra tendência. Essa abordagem permitirá localização flexível e resultará na redução da latência. “Como o mercado de Nuvem distribuída atualmente é imaturo, os custos podem ser altos e os modelos de implantação complexos.

As organizações ainda devem ter isso em seu horizonte como parte do futuro da computação em Nuvem, já que a maioria das plataformas de serviço em nuvem fornecerá pelo menos alguns serviços em nuvem distribuídos que são executados no ponto de necessidade nos próximos quatro anos”, disse o executivo.

Por fim, Hewitt observou que os requisitos de habilidades de I&O continuarão a evoluir conforme as organizações se adaptam a novos ambientes de negócios. “Especificamente, há uma mudança no foco das funções de infraestrutura para habilidades críticas coletivas. Isso desafia o pensamento tradicional territorial de pertencer a uma equipe de infraestrutura específica e, em vez disso, incentiva a colaboração”, disse.

 

Fonte: InforChannel

08 de dezembro de 2020

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