Itaú: monitoramento de contas para o PIX não fere a LGPD

O diretor de Segurança Corporativa do Itaú, Adriano Volpini, descartou a possibilidade de o monitoramento das transações dos clientes- uma das medidas para assegurar o combate às fraudes no PIX, sistema de pagamento instantâneo, que entra em operação no dia 16 de novembro, e promete revolucionar o sistema financeiro – ferir a Lei de Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

“Não enxergo conflitos nas ações de monitoram as transações dos correntistas porque elas acontecem para a proteção dos dados dos próprios clientes e estão dentro dos processos de interesse definidos pela própria LGPD. Os dados são usados para proteger o correntista. Todos os nossos processos estão adequados à LGPD”, garantiu Volpini.

Segundo ele, há ações de segurança ainda em discussão com o Banco Central – como a definição dos limites para transações nos finais de semana e nas madrugadas, como acontece, hoje, nos caixas eletrônicos. “Ainda há muito a ser decidido, mas nós desenvolvemos todos os nossos aplicativos com segurança embarcada com uso de algoritmos robustos”, relatou. O Itaú adiantou que, atualmente, são 300 pessoas dedicadas ao PIX, com a participação de 60 áreas da instituição e com mais de 280 novas funcionalidades desenvolvidas apenas para o PIX.

O pré-cadastramento das chaves para o PIX começou nos bancos e os correntistas serão validados a partir do dia 05 de outubro. O Itaú informa que um correntista não poderá usar o celular, por exemplo, para fazer o cadastramento em dois bancos que tenha conta. “Se usar o celular como chave no Itaú, não poderá usá-lo em qualquer outro banco. Vai ter de usar outro meio possível, no caso o CPF, o CNPJ ou o e-mail. Se o correntista usar no pré-cadastro nos dois bancos, para quem ele confirmar primeiro, fica valendo o celular”, explicou Carlos Eduardo Peyser, diretor estratégia PME e Open Banking.

O Itaú decidiu apresentar o PIX como prioridade para os clientes, mesmo com a perda de receita com TED e DOC. “Não há como remar contra. O PIX será gratuito para o consumidor final. Então, ele vai querer. Não vou dizer quanto que vamos perder de receita com a redução do uso de TEDs e DOCs, mas estamos com oportunidades em outras áreas, como ser o elo para os participantes indiretos, como os varejistas, na comunicação com o Banco Central”, pontuou Peyser.

“Apenas os bancos e as instituições reguladas vão poder se comunicar diretamente com o Banco Central, que dará a infraestrutura e será o responsável por manter a rede funcionando integralmente. O varejista precisará de uma instituição e apostamos nesse cenário”, adicionou o diretor de estratégia PME e Open Banking do Itaú.

 

Fonte: Convergência Digital

30 de setembro de 2020

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