MCTI e Embrapii lançam rede de inovação em AI que pode promover investimento de até R$ 140 mi

Investimento público na área deverá ser de R$ 70 milhões ao longo de cinco anos através de recursos da Lei Informático e do Programa Rota 2030

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), organização vinculada à pasta, se uniram para criar a Rede MCTI/Embrapii de Inovação em Inteligência Artificial. 

A proposta é incentivar o uso de tecnologias inovadoras no processo produtivo da indústria nacional, oferendo um ecossistema de inovação com competências tecnológicas complementares, que contará com recursos não reembolsáveis e centros de pesquisas com infraestrutura e profissionais qualificados para apoiar a indústria a inovar, as chamadas Unidades Embrapii.

O lançamento da rede foi oficializado na última quinta-feira (28/10).

Incialmente, 17 Unidades Embrapii vão compor a Rede, compartilhando infraestrutura, competências e recursos humanos no desenvolvimento de soluções em diversas áreas: Machine Learning, Internet das Coisas, Big Data, Analytics, entre outras.

Também serão destinados, em cinco anos, R$ 70 milhões de recursos à rede, sendo R$ 20 milhões com foco em AI aplicado ao setor automotivo e agronegócio. Os recursos são provenientes da Lei de Informática e do Programa Rota 2030. Como o modelo de atuação da Embrapii prevê o co-investimento do setor empresarial, estima-se que a criação da Rede gere cerca R$ 140 milhões em inovações. 

Parte dos recursos serão utilizados para desenvolver a competência em Inteligência Artificial dos centros de pesquisas e fortalecer a capacidade de pesquisa, desenvolvimento e inovação nacional sobre o tema. Também planeja-se aproximar as Unidades Embrapii da fronteira internacional, promovendo o intercâmbio de conhecimento a colaboração recíproca com as principais redes de Inteligência Artificial do mundo, seja na Europa, Israel, América do Norte, entre outras. 

A presidência rotativa da rede ficará sob a liderança do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) e a vice-presidência a cargo do Instituto Federal do Ceará (IFCE) pelos próximos dois anos. Representantes de doze instituições privadas parceiras vão participar do Conselho Consultivo da Rede, que definirá a estratégia e diretrizes de atuação. 

 

Fonte: IPNews

03 de novembro de 2020

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