Mercado brasileiro de TI está mais otimista e caminha para recuperação em 2021

Pesquisa realizada em junho de 2020 e atualizada em setembro, mostra que as empresas de tecnologia no Brasil caminham para recuperação no próximo ano. Novo estudo da IDC aponta a computação em nuvem, analytics e a segurança como as três principais áreas de investimento para os compradores, de acordo com publicação do site ZDNet.

Embora o relatório IDC WW Covid-19 – Impact on IT Spending Survey, mostre que diminuiu a intenção de gastos com TI em relação ao período pré-pandêmico, o investimento ainda apresenta crescimento e, para a IDC, a perspectiva é otimista para o mercado de TI no Brasil.

Em junho, 48% das empresas brasileiras entrevistadas disseram que mergulharam na crise, enquanto o número caiu para 14% em setembro. No que diz respeito a orçamentos de TI, 42% das organizações brasileiras pesquisadas disseram que seus gastos para o próximo ano serão maiores do que o previsto antes da Covid-19, enquanto 22% seguirão suas previsões e 36% disseram que os orçamentos devem diminuir no próximo ano.

Antes da Covid-19, os gastos com TI no Brasil vinham apresentando um crescimento de 6%, segundo o estudo. Na análise de setembro, no entanto, o crescimento caiu para cerca de 2,8%. A IDC argumentou que, apesar da queda, o fato de ainda haver crescimento reitera que as empresas continuarão investindo em TI.

Para 2021, as previsões de crescimento da consultoria antes da pandemia ultrapassaram 9% e foram reajustadas para 6,8%. Em Infraestrutura como Serviço (IaaS), por exemplo, as projeções pré-pandêmicas apontavam para um crescimento de 38,8% nos gastos e a previsão agora está próxima a 26,9%.

Ainda de acordo com a IDC, diferente do segmento de servidores e armazenamento que já vinha encolhendo antes da pandemia, as empresas ainda deverão investir em serviços gerenciados e de suporte no Brasil, mesmo que em um ritmo lento.

Por outro lado, setores como a nuvem têm apresentado alta no Brasil. Pesquisas separadas realizadas pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), braço de pesquisa do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR. (NIC.br), mostram uma evolução no uso na comparação com a última edição do pesquisas em 2017 e os números de 2019, de acordo com a publicação.

De acordo com a pesquisa, o armazenamento baseado em nuvem cresceu de 25% para 38%. O software empresarial na nuvem aumentou de 20% para 27% em dois anos, assim como o uso da capacidade de processamento da nuvem, diz o site, que passou de 16% para 23% no mesmo período.

 

Fonte: Computerworld

17 de novembro de 2020

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