No Brasil, empresas têm prejuízo médio de US$ 388 mil com perda de dados, diz pesquisa

Uma pesquisa encomendada pela Dell Technologies em 18 países, incluindo o Brasil, mapeou o avanço do uso de soluções voltadas para a proteção dos dados no ambiente corporativo. No País, foi constatado que 72% das empresas com mais de 200 funcionários registraram incidentes com perda ou indisponibilidade de dados em 2018, sendo que 16% sofreram com perda irreversível de dados que ocasionou um prejuízo médio de US$ 388 mil.

A terceira edição do levantamento “Global Data Protection Index”, conduzido pela consultoria Vanson Bourne, aponta para uma evolução global no volume de dados utilizados por essas empresas, com crescimento de 569% no ano de 2018 em comparação ao mesmo período em 2016. No Brasil, o avanço foi ainda maior com um salto de 805%. O movimento reflete o reconhecimento da importância dos dados por parte das empresas, na medida em que 92% dos entrevistados destaca o alto valor potencial de sua exploração.

O levantamento constata ainda que o crescimento no volume de dados armazenados representa um desafio para a segurança da TI. No Brasil, cerca de 45% das empresas consultadas admitem dificuldades para encontrar uma solução apropriada para a segurança de dados no contexto de novas tecnologias, como inteligência artificial e machine learning. Ainda no âmbito local, o estudo apura que menos da metade (48%) das empresas conta com uma solução de segurança de dados.

A imensa maioria (95%) das empresas consultadas globalmente na pesquisa relataram enfrentar pelo menos um desafio na proteção de seus dados corporativos. Os três principais problemas registrados foram:

Para 46%: a complexidade de configurar e operar software e hardware de proteção de dados e os crescentes custos de armazenamento e gerenciamento de cópias de backup devido ao crescimento rápido no volume de dados.

Para 45%: a falta de soluções de segurança de dados para tecnologias emergentes.

Para 41%: a necessidade de garantir atuação em acordo com normas governamentais.

De acordo com a maioria das empresas consultadas no Brasil e no mundo (84% em ambos os recortes), a transformação contínua das novas tecnologias gera um contexto no qual as atuais soluções de proteção não serão capazes de suprir todas as demandas futuras do negócio.

A nuvem no contexto de proteção dos dados

Segundo o levantamento “Global Data Protection Index”, 40% das empresas consultadas utilizam nuvem pública, frente às 28% que relataram o uso na última edição da pesquisa, realizada em 2016. No Brasil, a adoção chega a 43% (2018) em um crescimento de 8 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior (2016).

Quase todas essas empresas (98%) têm a nuvem pública como parte de sua infraestrutura de proteção de dados. Localmente, os principais usos da proteção de dados dentro da nuvem pública incluem:

Para 58%: para back-up de fluxos de trabalho/dados locais.

Para 51%: para serviços de backup/snapshot para proteção de fluxos de trabalhos desenvolvidos em nuvem pública utilizando arquiteturas legadas de aplicações.

Para 48%: para serviços de backup/snapshot para proteção de fluxos de trabalhos desenvolvidos em nuvem pública utilizando novas arquiteturas de aplicações.

Para 44%: para proteção de aplicativos específicos de SaaS.

Para 37%: versões compatíveis com a nuvem de sofware de segurança de dados locais para proteger fluxos de trabalho de nuvem pública.

Quando consideradas as soluções de proteção de dados em ambientes de nuvem pública, o crescimento dos dados tem um papel essencial, como foi indicado por 64% das empresas globais que reconhecem a importância da escalabilidade.

Mais especificamente, 41% delas citaram a importância do impacto da infraestrutura de proteção de dados ou serviços requisitada para proteger um ambiente escalável, enquanto 40% mencionaram a relevância da escalabilidade para atender ao crescimento dos fluxos de trabalho em nuvem pública.

Fonte: TI Inside

31 de julho de 2019

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