Pandemia acelera decisões no alto escalão das empresas no país

A pandemia vem acelerando as decisões no alto escalão das empresas do país. Dois em cada três dirigentes afirmam que estão decidindo mais rápido e boa parte deles envolvendo outros gestores da companhia nessa dinâmica, que não acontecia antes da crise.

O otimismo também surge na liderança, com muitos dirigentes (46,8%) afirmando esperar um faturamento um pouco maior em 2021, uma posição melhor que a concorrência (48,5%) e até uma pequena ampliação no quadro de funcionários (40,7%).

Esses dados fazem parte da pesquisa “Realidade e percepções da alta liderança frente à crise” realizada com 230 executivos, ocupando cargos de CEO, vice-presidentes, diretores, superintendentes e outras posições do chamado C-level de empresas, de médio e grande porte do país, entre setembro e outubro de 2020.

O estudo, realizado pela Fundação Dom Cabral em parceria com o Page Group, mostra que a dinâmica no comando das organizações foi alterada durante a pandemia e acelerou transformações que já estavam em curso antes.

“Antes o planejamento estratégico era feito pensando em 15 anos para frente, então a liderança podia se dar ao luxo de contar só com quem ia executá-lo. Hoje é preciso ter maior interação, nenhum cérebro pode ser desperdiçado”, afirma Ricardo Basaglia, diretor-geral da Page Executive, especializada no recrutamento para o alto escalão.

O contexto da pandemia levou à descentralização das decisões, segundo 31,6% dos respondentes que disseram que além disso a decisão estratégica passou a envolver outros membros da liderança. Inclusive, 7% dos dirigentes afirmaram que o processo descentralizado contou com a participação de pessoas que estavam fora da alta liderança.

 

Fonte: Valor Investe

07 de janeiro de 2021

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