Segurança de dados como prioridade para CIOs

Recentemente o canal CioDive divulgou uma compilação de resultados da versão atualizada das novas prioridades tecnológicas dos negócios. Embora sem tantas novidades representa uma confirmação das tendências e prioridades da realidade atual e das perspectivas para o futuro.

Fonte: Gartner – Compilação CioDive

A pandemia não mudou apenas as prioridades da tecnologia – mudou a razão pela qual os negócios tiveram que se transformar. Com o COVID-19, 66% dos tomadores de decisão voltaram o foco para a otimização de custos, enquanto 34% priorizaram a eficiência operacional, de acordo com dados da TBM.

Segundo o Gartner os gastos com segurança da informação aumentam apenas 2,4% neste ano, abaixo das projeções de dezembro de 2019 onde esperava-se um crescimento de 8,7%, segundo a análise da empresa . Os gastos deverão chegar a US$ 123,8 bilhões este ano.

Em destaque podemos notar um aumento em tecnologias estratégicas para projetos de privacidade e proteção de dados pessoais como Gerenciamento de identidade e acessos (5,8%), Segurança de dados (7,2%) e Segurança em nuvem (33,3%).

Fonte: Gartner (17/06/2020)

Com a mudança estrondosa na realidade dos negócios as adaptações tiveram que acontecer na velocidade de fótons e não era de se esperar menos que a migração para a nuvem de forma espontânea o que justifica o aumento.

Já a segurança de dados em segundo lugar na previsão de aumento ganha especial atenção e evidência por conta da era da privacidade que estamos vivendo. Em uma economia movida a dados e algoritmos para decisões automatizadas,as empresas precisam da menor fricção gerada por uma atuação manual na decisão.

A preocupação com a escala e o impacto da pandemia do COVID-19 está levando as organizações a considerar sua resposta e as ações que precisam executar agora para manter seus negócios. O CIO e o CISO têm papéis vitais para garantir que a organização possa funcionar à medida que medidas de contenção pandêmicas forem implementadas.

O novo CIO tem uma missão pela frente: Garantir o diferencial estratégico e resultados das organizações, com orçamento limitado, ao mesmo tempo que protege os direitos das pessoas em terem seus dados protegidos.  Isso não significa apenas investimentos em infraestrutura e cibersegurança mas uma mudança cultural de todo o time.

O treinamento de conscientização do usuário em cibersegurança continua sendo crucial. A cibersegurança não é apenas o domínio das equipes de TI e segurança – todos na sua empresa precisam receber treinamento e instruções regulares sobre as melhores práticas para manter funcionários e a organização como um todo seguros e protegidos. Ter uma solução robusta de segurança de email com uma sandbox também pode interromper essas ameaças no perímetro da rede – por exemplo, não permitindo que elas se propaguem e cheguem às caixas de entrada de email do usuário.

Tecnologias de segurança de dados podem ser as mais diversas, indo desde mecanismos de criptografia e gestão de acesso à repositórios de dados (SGBD’s, Storages, Elasticsearch etc..) até ferramentas específicas de privacidade para gestão de cookies e consentimentos.

No Brasil assim como em quase uma centena de países ao redor do globo, os aspectos regulatórios passam a exercer forte pressão nas empresas quando se trata de proteção de dados pessoais.  A LGPD iniciará a aplicação de suas multas e sanções a partir de agosto de 2021 e terá sua vigência iniciada em agosto de 2020, caso a MP 959/2020 não seja votada, com chance de mudança para maio de 2021. Ainda assim o tempo é curto principalmente para as organizações que ainda não deram o primeiro passo ou que estão no início dessa jornada de adequação.

 

Fonte: Aline Lucia Deparis, Presidente Assespro-RS e CEO da Maven,  TRUBR e Privacy Tools

07 de julho de 2020

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