Startup brasileira de privacidade proteção de dados cresce durante pandemia e mira clientes no exterior

Inovação, agilidade e resiliência. Esses atributos, partem do DNA de startups de sucesso e têm feito ainda mais diferença diante da pandemia do novo coronavírus. Uma nova categoria de startups que vem chamando atenção de investidores e empresas em todo o mundo são as “Privacytechs”, dedicadas exclusivamente para oferecer soluções para proteção de dados pessoais e garantir a privacidade de indivíduos em suas relações com as empresas.

Em destaque no Brasil, a startup PrivacyTools cresceu durante a crise ao apoiar diversas empresas em projetos customizados de privacidade e proteção de dados. A plataforma de privacidade da “privacytech” brasileira, uma das pioneiras da América Latina, vem sendo amplamente utilizada por grandes empresas, grupos de mídia, multinacionais, bancos e consultores de diversos segmentos inclusive escritórios de advocacia através de planos de parceria. A startup é acelerada pela OBr.global, aceleradora internacional que visa transformar os negócios em escala global.

Conforme o Gartner, os gastos globais com ferramentas que garantem a privacidade dos dados alcançarão US$ 8 bilhões até 2022. “As leis de privacidade, como o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) apresentaram um argumento comercial convincente para a conformidade com a privacidade e inspiraram muitas outras jurisdições em todo o mundo a segui-las“, diz Bart Willemsen, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner.

Gerenciamento de cookies – Plataforma PrivacyTools

Em um mundo afetado por um evento histórico que trará consequências e mudanças profundas na sociedade moderna, a privacidade passa a ser protagonista e prioridade das empresas. A expectativa do consumidor passa a considerar aspectos diferentes do que apenas custo e qualidade, mas também confiança, compromisso social, cultura e privacidade. As pessoas passam a querer relacionamento com marcas que respeitam novas e diferentes características e isso já vem afetando os negócios.

O CEO da OBr.global, Robert Janssen que participa diretamente do processo de aceleração e internacionalização da startup PrivacyTools, afirma que o mundo pós Covid será sem dúvida muito mais digital, onde parte do cotidiano empresarial e pessoal passará mais tempo na rede.  Consequentemente a proteção de dados das organizações e dos indivíduos passarão a ter mais importância, bem como a conformidade com o ambiente regulatório. ”A PrivacyTools, antecipando essa realidade foi pioneira e construiu a melhor opção de “proteger” todo o espectro de inviolabilidade e integridade dos dados privados, ”, diz Janssen.

Análise de risco em proteção de dados pessoais – Plataforma Privacy Tools

Nossa meta é ser uma referência global em plataformas de privacidade.” diz Aline Deparis, CEO da PrivacyTools. E as ações para que essa meta seja atingida já vem acontecendo. Após um crescimento amplo no primeiro semestre de 2020 no Brasil a startup já estabelece canais de vendas do produto no Uruguai, Itália, Portugal e EUA.  “Em especial o mercado norte-americano é bastante promissor principalmente em produtos que apoiam as áreas de marketing, e-commerce, e ajudam as empresas a potencializarem seus negócios respeitando a privacidade dos consumidores” complementa a CEO.

Lançamento do DataMapping 1.0

Após meses de desenvolvimento a startup anunciou em maio o lançamento da sua plataforma de Data Mapping que apoia o dia-a-dia das organizações para gerenciamento do ciclo de vida dos dados pessoais. “O DataMapping foi pensado de maneira agnóstica, configurável, plugável e pronto para atender tanto empresas que precisam estar em conformidade com diversos frameworks regulatórios quanto consultores que precisam da ferramenta em seus projetos de conformidade” diz Marison Souza, CTO da startup e responsável pela arquitetura do produto. 

A GDPR (Lei Geral de Proteção de dados da União europeia) em vigor há mais de dois anos trouxe uma popularização em maior amplitude à temática de proteção de dados.

O Gartner tem a expectativa que os gastos com privacidade impactem as estratégias de compra das companhias: “A era pós-GDPR exige uma ampla gama de recursos tecnológicos, muito além das planilhas padrão do Excel do passado“, afirma Willemsen.

Nos EUA diversos estados passaram a seguir o exemplo da CCPA (California Consumer Privacy Act) e já buscam propor leis análogas para proteção de dados pessoais.

No Brasil a LGPD (Lei Geral de proteção de dados pessoais), profundamente inspirada na lei europeia, deverá entrar em vigor entre agosto de 2020 e agosto de 2021, ainda a depender de decisões e votações de projetos de lei complementares e busca resguardar os direitos dos indivíduos em relação aos seus dados pessoais.

Atualmente mais de 80 países possuem leis de proteção de dados, alguns com atuação mais efetiva, outros em processo de educação e criação de cultura de privacidade.

 

Fonte: Marison Souza

28 de maio de 2020

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