Treinamento da equipe desafia cronograma das empresas para LGPD

Uma pesquisa feita pela Serasa Experian sobre a adequação das empresaas à LGPD mostra diferentes tipos de reação conforme o tamanho dos negócios. Enquanto entre as grandes, médias e pequenas empresas, o principal desafio é o treinamento da equipe para entendimento da lei: 41%, 49% e 42%, respectivamente; para as microempresas a maior preocupação está em identificar a melhor tecnologia a ser aplicada ou as correções que se fazem necessárias, 30%.

Com relação ao conhecimento sobre a LGPD, entre as empresas de grande porte consultadas, 84% responderam que têm muito conhecimento sobre a LGPD, as de médio porte, 82%, as pequenas, 69% e, as micro, 61%. Além disso, as de grande porte possuem maiores volumes de alterações e de revisões de processos para se adequarem à LGPD. Neste cenário, a utilização de pessoas internas é a maneira preferida por 47% das grandes empresas, 55% das médias e 42% das pequenas, seguido pela contratação de consultoria externa.

A pesquisa também aponta que 86% das grandes empresas se dizem estar muito preparadas para garantir os direitos e deveres em relação ao tratamento de dados pessoais exigidos pela Lei de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), cuja Medida Provisória nº 959 foi aprovada pelo Senado Federal e entrará em vigor tão logo o projeto de lei de conversão seja sancionado pelo Presidente da República. Em segundo lugar estão as companhias de médio porte, com percentual de alto nível de preparo em 80%.

“Era esperado que as companhias de médio e grande porte estivessem mais preparadas, por terem estruturas tecnológicas mais robustas e utilizarem mais dados na tomada de decisão. Estas empresas também já estavam atentas às questões de proteção dos dados pessoais. Pela complexidade interna, mais áreas e funcionários para treinar, elas se mobilizaram antes e agora terão tempo para ajustes finais e treinamento de seus profissionais”, diz a Data Protection Officer (DPO) e Diretora Jurídica da Serasa Experian, Vanessa Butalla. DPO é o guardião da conformidade com a proteção de dados, é a pessoa indicada pelo controlador e operador para atuar como canal de comunicação entre o controlador, os titulares dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

No caso das micro e pequenas empresas, o movimento de adequação teve um ritmo menor. “Fomos surpreendidos pela pandemia, que trouxe muitos desafios de negócio com impacto maior nas empresas menores. É esperado que elas direcionem novos esforços de adequação, assim que o mercado voltar a dar sinais de normalização”, reforça Vanessa. “É importante também considerar que, independentemente de tamanho e setor, é fundamental que a Autoridade de Proteção aos Dados Pessoais (ANPD) comece a operar o quanto antes para orientar e zelar pela construção de um ambiente saudável e equilibrado para titulares e empresas”, ressalta a executiva.

Quando analisada a preparação por setor, a área de Tecnologia lidera o ranking, com 93% e na sequência aparece o segmento de Bancos, Financeiras, Seguradoras e Corretoras, com 84%. “A pesquisa comprova a relevância do dado nas grandes organizações, que já ocupa papel de destaque no desenvolvimento das estratégias de negócio. São segmentos que utilizam dados e tecnologia no seu core business, transacionando milhares de informações, por isso naturalmente estão na frente”, explica a DPO da Serasa Experian.

A pesquisa realizada em março de 2020 pela Serasa Experian entrevistou executivos (Gerentes, Diretores e C-level) de 513 empresas de 22 ramos de atividades, com diferentes portes e atuação nos segmentos B2C e B2B.

 

Fonte: Convergência Digital

02 de setembro de 2020

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