Uso de inteligência artificial reduz custo de processos seletivos

Conheça cinco vantagens para as empresas que utilizam a tecnologia nas contratações e saiba por que isso também pode beneficiar os candidatos

A contratação de um colaborador, quando não é bem-sucedida, pode causar prejuízo financeiro para as empresas e a frustração do profissional. Um levantamento realizado pelo LinkedIn, em parceria com a Price Waterhouse Coopers, aponta que as empresas com contratações malsucedidas registram, a cada ano, chegam a US$ 19,8 bilhões, nos mercados analisados.

Segundo o estudo, melhorar este quesito poderia aumentar a produtividade em até US$ 130 bilhões. Somente no Brasil, são cerca de US$ 11 bilhões em riquezas não geradas por problemas na contratação de profissionais. A pesquisa Como Melhorar o Equilíbrio entre Talento e Oportunidade para Gerar Crescimento, de 2014, analisou companhias de 11 países.

Para tentar minimizar o desperdício e proporcionar maior harmonia entre as necessidades das empresas e os objetivos dos profissionais, cada vez mais a inteligência artificial está sendo empregada na hora da contratação.

“Um processo seletivo tradicional, incluindo todas as etapas desde a divulgação da vaga até a contratação, custa para a empresa, em média, 3 mil reais, além do salário mensal do recrutador. Já em um processo seletivo online, utilizando ferramentas tecnológicas para recrutar os candidatos e selecioná-los, o valor do investimento pode sair bem mais em conta”, avalia Du Migliano, cofundador da 99jobs.

De acordo com o especialista em recrutamento, “a tecnologia pode ajudar! Assistentes virtuais e até mesmo chatbots que conversem com os candidatos criando uma identificação costumam ser extremamente assertivos”, aponta o diretor da HRtech que desenvolve soluções tecnológicas para os processos seletivos de grandes empresas como Itaú, Natura e Danone.

Além dessas, Migliano aponta outras vantagens de inserir a tecnologia nos processos seletivos. E os benefícios ocorrem, não apenas para empresas, mas também para os candidatos:

Otimização de tempo do recrutador e do candidato — Após receber os currículos dos candidatos, a empresa tem que selecionar aqueles que atendem aos requisitos exigidos pela vaga. E, de acordo com estudo divulgado, pelo Huffington Post, é essa etapa do processo que leva mais tempo para ser concluída: 24h (que podem ser divididas ao decorrer dos dias, chegando até duas semanas para se obter um resultado) e nem sempre indica uma certeza de assertividade na contratação. Outra coisa que deve ser levada em consideração é o tempo do candidato. Na maioria dos processos seletivos tradicionais, os candidatos vão até a empresa para realizar novas etapas do processo, como dinâmicas de grupo e entrevistas. É de se levar em consideração que isso demanda tempo e dinheiro deles também.

Redução de custos — Um processo seletivo tradicional, incluindo todas as etapas desde a divulgação da vaga até a contratação, custa para a empresa, em média, 3 mil reais além do salário mensal do recrutador. Já em processo seletivo online utilizando ferramentas tecnológicas para recrutar os candidatos e selecioná-los, o valor do investimento pode sair bem mais em conta.

Assertividade — Essa é a principal questão de um processo seletivo. De nada vai adiantar investir tempo e dinheiro se não for possível encontrar um talento ou, pior, se você escolher o profissional errado que não tem tanta compatibilidade assim com a empresa. Analisar as características de cada candidato à mão é um tanto quanto burocrático, cansativo e sofre interferências de vieses inconscientes por parte do recrutador. Utilizando a inteligência artificial nesses processos é possível cruzar as características dos candidatos em segundos e traçar perfis compatíveis, totalmente compatíveis ou não compatíveis com o exigido pela empresa.

Atração do candidato para a vaga — Além dos tradicionais portais de emprego nos quais é possível divulgar a vaga, é viável chegar até o perfil do candidato que se deseja atrair com a ajuda da inteligência artificial. Os chatbots, robôs que simulam seres humanos, podem conversar com os candidatos pelo Whatsapp antes mesmo da inscrição para a vaga, por exemplo. O processo se torna até mais interessante do que pelo método tradicional e, com isso, ajuda na divulgação da vaga pelo boca a boca.

Personalização do processo de acordo com a proposta da empresa — Quer coisa mais interessante do que poder criar uma identidade para o processo seletivo? O primeiro impacto da sua comunicação, como a empresa vai se apresentar ao candidato contribui muito para uma melhor aderência de perfis e efetivamente contratações assertivas. E para isso, a tecnologia pode ajudar! Assistentes virtuais e até mesmo chatbots que conversem com os candidatos criando uma identificação costumam ser extremamente assertivos. Se a empresa está com processo seletivo aberto com foco em inclusão social ou pretende contratar candidatos mais seniores, por exemplo, personalizar o processo seletivo em ambiente virtual pode ser a mais inteligente das saídas.

Fonte: InforChannel

21 de outubro de 2019

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