5 desafios que as empresas enfrentarão em 2021 em decorrência da Covid-19

Impacto da pandemia transformou a forma que as organizações gerenciam sua força de trabalho, mudança que deverá permanecer mesmo após a Covid

A crise do coronavírus marcou o mundo econômico em 2020 e continuará afetando a economia, especialmente no primeiro semestre de 2021. As organizações sofreram de forma desigual o impacto da pandemia, no entanto, todas precisaram adaptar seus negócios e a gestão de seus colaboradores diante das mudanças provocadas pela Covid. Flexibilidade na jornada de trabalho, procura por talentos globais, motivação e integração da equipe remota ou híbrida foram, e são, alguns desses desafios apontados pela consultoria global de recrutamento Robert Walters.

Para Richard Townsend, country manager da Robert Walters Brasil, neste período, os desafios enfrentados pelas organizações levam ao caminho da experiência do colaborador e a um olhar atento das organizações às suas necessidades.

“A gestão das empresas e dos seus departamentos de Recursos Humanos nos próximos meses será fundamental para uma organização sólida e empenhada. São as pessoas que constroem as organizações no dia a dia, portanto colocá-las no centro da estratégia será essencial para manter a organização à tona e fazer a organização crescer’’, disse Richard.

Confira os 5 principais desafios que as empresas terão que superar com o auxílio de seus departamentos de RH, segundo a Robert Walters.

Guerra pelo talento global

Até um ano atrás, o trabalho remoto era impensável para a grande maioria das empresas portuguesas que não tinham qualquer vínculo com o setor tecnológico. Sua generalização voluntária ou forçada em inúmeras empresas, local e globalmente, abriu as portas para um novo tipo de trabalho.

“Esta situação tem feito com que as empresas possam contratar trabalhadores em qualquer parte do mundo, bem como, que qualquer organização independentemente da sua localização, coloque os holofotes nos talentos portugueses. Essa luta pelo talento nos obrigará a elevar os padrões de cultura organizacional e de salários de muitas empresas”, explica Townsend.

Mudanças nas estruturas de compensação dos empregados

A queda da renda, a mudança nas modalidades de trabalho e as perspectivas de futuro da economia colocaram as estruturas de remuneração que as organizações construíram em risco. Em um ambiente de contenção salarial, as empresas terão que aguçar sua engenhosidade para compensar monetariamente o desempenho de cada profissional no curto, médio e longo prazo, mas acima de tudo, terão que ter especial interesse na remuneração intangível.

“No ambiente turbulento de hoje, algo tão simples como transparência, comunicação fluida e reconhecimento interno contribuem para a estabilidade emocional e a satisfação dos funcionários. Os profissionais exigirão que suas organizações dissipem aqueles ambientes que geram incertezas, se comuniquem com fluência, invistam em sua formação, cuidem de sua saúde e ofereçam agilidade para sua conciliação pessoal”, esclarece Townsend.

Motivação e integração da equipe remota

Devido à situação atual de saúde, muitas empresas não retornaram aos seus escritórios físicos, e mesmo algumas delas, principalmente as pertencentes ao setor de tecnologia, optaram pela implantação do trabalho remoto de forma permanente e/ou indefinida.

“Embora a prioridade seja totalmente atraente, os profissionais precisam estabelecer vínculos afetivos com colegas e superiores para aumentar o orgulho de pertencer. Esse sentimento é mais complexo de ser alcançado em funcionários remotos, pois se não houver um plano de boas-vindas definido, eles não irão absorver a cultura e os valores corporativos, não se sentirão parte da organização e seu desempenho, progressão e lealdade poderão acabar não sendo o esperado”, comenta Richard.

Embora em alguns setores o trabalho remoto seja amplamente demandado, muitos profissionais com preferência por um modelo híbrido foram obrigados a se adaptar a essa modalidade. As organizações em que isso ocorre devem reinventar seus espaços de trabalho para acomodar as demandas e motivações de sua força de trabalho.

Impacto interno das reestruturações

O contexto econômico tem levado muitas empresas a reestruturarem sua força de trabalho, seja com saídas forçadas ou com mudanças internas. Porém, se o procedimento não for realizado de forma correta, o sentimento entre os trabalhadores será de distanciamento, diminuindo o comprometimento emocional com a organização.

Desenvolvimento interno de novas habilidades

Um ambiente em mudança exige profissionais ágeis e à frente de novos eventos. As empresas, por meio de seus departamentos de RH, devem desenvolver habilidades entre seus funcionários que facilitem seu trabalho, desempenho e lhes permitam desenvolver seu potencial nesses novos ambientes. Nestes programas de treinamento e requalificação, o desenvolvimento das seguintes habilidades sociais será promovido: senso crítico; curiosidade; capacidade de síntese; capacidade de análise; sensibilidade tecnológica.

 

  • Fonte: Computerworld
  • 17 de junho de 2021

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