RH, TI e marketing vão moldar o futuro do trabalho, aponta estudo do BCG

Um estudo do Boston Consulting Group (BCG) revelou que boa parte dos modelos de trabalho pré-pandemia estão desatualizados e já não são adequados para lidar com os desafios atuais

Um estudo do Boston Consulting Group (BCG) revelou que boa parte dos modelos de trabalho pré-pandemia estão desatualizados e já não são adequados para lidar com os desafios atuais enfrentados no mundo corporativo. O estudo How to Prepare for the Future of Work mostra que as áreas de RH, TI e Marketing serão fundamentais para moldar as práticas de trabalho e construir as profissões do futuro.

De acordo com o relatório, o RH será o catalisador da organização do futuro, a área responsável por melhorar a jornada dos empregados, atrair e reter os talentos mais estratégicos, e agregar valor em toda a empresa. Por sua vez, a área de TI será responsável pela atualização dos sistemas legados de informação e os sistemas de gestão de dados, e também pela adoção de novas plataformas que favoreçam a flexibilidade e criatividade da força de trabalho. Já o marketing deverá procurar a transformação digital da organização pela implementação de sistemas de dados e pela sistematização de novas formas de trabalho adotadas durante a pandemia.

Para endereçar esses pontos, o BCG propõe seis passos essenciais para empresas se prepararem para os desafios pós-pandemia e avançarem em sua estratégia de pessoas:

Avançar para uma nova realidade. A organização deve assumir um papel ativo na transição para o pós-pandemia, criando políticas de saúde e segurança, incentivando a vacinação de funcionários e se planejando para o que esse novo contexto pode trazer. Lembrando que o contexto de pandemia ainda não está totalmente superado.

Determinar onde o trabalho vai ser executado. As empresas devem identificar o que funciona melhor, seja o trabalho totalmente presencial, híbrido ou remoto, avaliando a natureza do trabalho da empresa e os principais objetivos do negócio, bem como as necessidades dos empregados. A empresa não pode ter medo de testar e repetir e, uma vez que um modelo for escolhido, deve apoiar seus funcionários com as ferramentas, espaços e treinamento necessários.

Testar a tecnologia para o futuro. A tecnologia da empresa deve torná-la resiliente a crises e mudanças, com os talentos certos atuando nessa área. Neste quesito, se destacam recursos como inteligência artificial e cibersegurança.

Foco nos resultados do cliente. Aqui, o estudo afirma que os clientes estão mais focados nos fins do que nos meios – ou seja, importa menos como a organização faz, e mais a entrega e como atende as necessidades dos clientes. Essa visão pode reformular os modelos de trabalho e beneficiar os dois lados.

Vencer a corrida por talentos. Para atrair e reter os melhores talentos do mercado, é preciso atender as demandas por flexibilidade e independência, mantendo uma visão compartilhada de negócio e promovendo colaboração. Ao mesmo tempo, as empresas precisam dar oportunidades para os funcionários se conectarem – seja para diversão ou trabalho -, proporcionando aprendizado e desenvolvimento de novas habilidades.

A liderança deve se adaptar aos desafios atuais. Muitos dos modelos de liderança usados hoje foram criados séculos atrás, quando chefes vigiavam seus subordinados. Em 2021, os líderes têm um novo papel, eles gerenciam a força de trabalho em locais e fusos horários diversos. Em vez de se concentrar em supervisionar e monitorar, eles devem estabelecer objetivos, focar na cultura da empresa, criar módulos e dar espaço para que suas equipes brilhem.

“As empresas têm um grande desafio: ao mesmo tempo, devem atrair e reter talentos, acompanhar o ritmo acelerado de mudanças da pandemia e ainda atender às necessidades mais variadas de seus clientes. É preciso repensar como as organizações são estruturadas e como os funcionários trabalham e são liderados. Há uma grande oportunidade para novas e inovadoras abordagens, promovendo mudanças de paradigma e viabilizando o sucesso em vários níveis”, diz Manuel Luiz, diretor-executivo e sócio do BCG, líder da prática de People & Organization na América Latina.

Ambientes de trabalho

Os ambientes corporativos também devem ser adaptados, diz o estudo. Com as mudanças ocorridas durante a pandemia, o home office ganhou uma relevância significativa. Porém, além do home office, a volta ao escritório, que começa a ser cada vez mais uma realidade, deve ponderar a incorporação de diversos ambientes, como, por exemplo, as áreas de foco (para momentos que requerem concentração), os espaços voltados para trabalho em equipe, locais que promovem socialização entre os funcionários e os de wellness, voltados para bem-estar e relaxamento.

“Não existe modelo único para todas as empresas. No lugar disso, o ideal é mapear as principais necessidades dos funcionários e da organização para encontrar o melhor caminho. Fica claro que os modelos mais antigos precisam evoluir, seja em maior ou menor medida, pois os empregados demandam de novas opções e personalização no trabalho”, finaliza Manuel Luiz.

 

  • Fonte: IPNews
  • Imagem: Freepik
  • 10 de dezembro de 2021

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