Crescer em tecnologia exige visão coletiva
- Alexandre Mello

- há 12 horas
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Empreender em tecnologia é um processo contínuo de mudança. As demandas do mercado se transformam, os modelos de negócio evoluem e o papel do empresário também precisa amadurecer. Nesse contexto, o associativismo se apresenta como uma escolha estratégica para quem deseja crescer com consistência e contribuir para o fortalecimento do setor como um todo.
A trajetória de desenvolvimento das empresas de TI costuma passar por diferentes fases. No início, o foco está no domínio técnico. Em seguida, surge o fundador, empenhado em validar soluções, conquistar clientes e estruturar o negócio. Com o crescimento, o desafio deixa de ser somente o produto e passa a envolver gestão, pessoas e liderança. Por fim, alguns empresários assumem uma posição mais ampla, participando ativamente das discussões que moldam o setor.
Esse último estágio dificilmente é alcançado de forma isolada. Ele depende de espaços de diálogo, troca de experiências e construção de consensos. É nesse ponto que o associativismo se torna relevante: como ambiente que conecta empresas, estimula a cooperação e amplia a capacidade de influência coletiva.
Ao integrar uma entidade representativa, a empresa ganha escala institucional. Passa a dialogar com governos, universidades e outros atores estratégicos de forma mais estruturada, contribuindo para a formulação de políticas públicas, para a qualificação de mão de obra e para o desenvolvimento de um ecossistema mais equilibrado.
No Rio Grande do Sul, a trajetória da Assespro-RS ilustra esse papel. Criada no final da década de 1970, quando o setor de tecnologia ainda se organizava no país, a entidade acompanhou as mudanças do mercado e ampliou seu papel ao longo do tempo. Hoje, atua em temas centrais para a competitividade das empresas de TI, indo além das questões operacionais e técnicas.
A prática mostra que ações como grupos de trabalho, programas de capacitação e aproximação com o meio acadêmico ajudam a reduzir desigualdades entre empresas de diferentes portes e níveis de maturidade. Em um cenário de transformação digital acelerada, o principal desafio não está em desenvolver soluções inovadoras, mas em formar lideranças capazes de sustentar essas soluções no longo prazo.
Afinal, o futuro da tecnologia é construído pelas escolhas de quem assume o compromisso de liderar, colaborar e fortalecer o setor de forma conjunta.
Por Alexandre Mello, Advogado e Presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação / Regional RS (ASSESPRO-RS)





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